domingo, 26 de julho de 2009

Os democratas da OEA

O medo se faz sentir no âmago do bolivarianismo. Uma notícia divulgada pelo mundo, através da EFE, mostra que Chávez está ficando bem preocupado. Ele declarou que "Há milhares de soldados que nunca vão se emprestar para arremeter contra o povo", acrescentou e advertiu que "o Chávez permissivo ficou arquivado na história", em alusão ao golpe de Estado que o derrubou durante dois dias em meados de abril de 2002.

A EFE segue divulgando algo que deveria estar na capa de todos os jornais do mundo democrático e deveria ser investigado pela ONU e pela OEA (que bobagem cogitar isso!): Chávez garantiu também que não será retirado do poder nem por via eleitoral e ressaltou que seus opositores terão que se acostumar.

"Os senhores acharam que a força revolucionária estaria na oposição toda a vida. Bom, acostumem-se, porque agora vocês estão. São os senhores que estarão na oposição para sempre e mais nunca voltarão ao poder", afirmou.

Ele também afirma que tem o controle do exército, sua "lealdade". Falta alguma coisa para que seja declarado um ditador? A Venezuela teve sua entrada no Mercosul aprovada pelos deputados brasileiros. Por que? Para que? Para exportar seu estilo de governar? Para solapar a democracia dos países vizinhos?

Mas esta declaração tem um lado positivo. Chávez está com medo! Honduras calou profundamente na alma dos bolivarianos que passaram a acreditar que o povo pode, sim, tomar as rédeas de seu próprio futuro

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