terça-feira, 11 de agosto de 2009

O Caso Yeda e o Terrorismo Petralha!


O blog do Políbio Braga, jornalista de Porto Alegre, conseguiu a íntegra dos autos do processo do Ministério Público contra a governadora Yeda Crusius, do Rio Grande do Sul. Sim, é verdade: Políbio, desde o começo, sustenta a inocência de Yeda e aponta um alinhamento de adversários para desmoralizar o seu governo. Assim, o leitor poderia afirmar: “Ah, então a análise dele é suspeita”. Nem mais nem menos do que a daqueles que já a tomam como julgada e condenada.

Concorde-se ou não com a análise de Políbio, o fato é que os documentos que estão disponíveis, incluindo as famosas gravações, não trazem uma miserável prova contra a governadora. E se compreende por que seus adversários proclamavam a existência das gravações, mas não permitiam que fossem ouvidas pelo distinto público.

O que há de mais contundente contra Yeda? O empresário Lair Ferst, que foi caixa de campanha da então candidata tucana e depois rompeu com a governadora, grava, ELE PRÓPRIO, conversas que mantém com Marcelo Cavalcante. Nessas conversas, ambos, Lair em particular, se referem a supostas propinas que a governadora estaria recebendo. Entenderam? É assim leitor:
1 - Você briga com algum amigo ou aliado seu;
2 - começa a gravar conversas com terceiros em que se refere a esse ex-amigo como um ladrão, um corrupto etc;
3 - depois vaza a fita como evidência de que aquele seu inimigo é mesmo um ladrão, um corrupto.

O que o Ministério Público conseguiu reunir de mais grave contra Yeda na ação de improbidade, pedindo até o seu afastamento do cargo, são essas gravações. Não é por acaso que a Justiça tenha negado de pronto o pedido.

O irônico nessa história toda é que a gestão Yeda conseguiu, depois de quase duas décadas, tirar as contas do Rio Grande do Sul do buraco. É evidente que isso não lhe confere o direito de praticar irregularidades. De jeito nenhum! Mas, até agora, o que foi transformado em “prova” são as acusações que adversários e inimigos da governadora fazem contra ela.

Em meio a isso tudo, um escândalo, este real, continua sem apuração. A deputada Luciana Genro (PSOL-RS), filha do ministro Tarso Genro (PT), candidatíssimo ao governo do Rio Grande do Sul, chegou a convocar uma coletiva para falar das tais fitas, que estariam com o Ministério Público. Estavam. São essas fitas aí. O que é que elas provam mesmo? Por que foi Luciana a anunciar a sua existência?

Um dos objetivos da operação já pode ter sido atingido: inviabilizar a reeleição de Yeda. O outro, vamos ver, é a eleição de um governador do PT. O processo continuará, esteja a tucana no governo ou não. Se tudo se resumir ao que está nos tais documentos, é bem possível que, ao fim de tudo, ela seja declarada inocente por falta de provas.

Que fique claro: falo sobre o que há até agora. Se existe alguma prova que ainda não apareceu, isso não sei. E, até agora, o que se tem no Rio Grande do Sul é uma reedição dos piores tempos e dos piores métodos do antigamente notório procurador Luiz Francisco de Souza, aquele que sumiu do mapa depois que o PT chegou ao poder. Se bem se lembram, ele anunciava provas irrefutáveis contra o então secretário-geral da Presidência do governo FHC, Eduardo Jorge Caldas Pereira. Elas não apareceram até hoje. E Eduardo Jorge provou que todas as acusações que havia contra ele eram falsas, compondo uma enorme farsa.

A ironia é que, caso os adversários consigam mesmo inviabilizar a reeleição de Yeda, como os dados de agora sugerem, ela passará a seus algozes um governo com as contas arrumadas.

PS - Que fique o registro: estranhei aqui o espetáculo protagonizado pelo Ministério Público no dia em que anunciou a ação contra a Yeda, cobrando o seu afastamento. Aquele verdadeiro pelotão de procuradores, tornado um pelotão de fuzilamento, anunciava a existência de provas cabais. Agora sabemos o que eles tinham. E nada ali nem mesmo se parece com uma “prova” contra Yeda.


Reinaldo Azevedo


Não sou defensor dos tucanos, mas o que estão fazendo com a governadora do RS ,Yeda Crusius é intolerável.

Os procuradores quando "acham", como o Promotor G. Thums (aquele das escolinhas do MST), são prontamente afastados ou intimidados.

O Judiciário também tem "maioria" lulista...

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