segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Um poste calado!


Lula diz que Dilma não abdicará do controle da inflação

Presidente diz que ministra 'não rasga nota' e reafirmou que haverá crescimento econômico vigoroso em 2010

Beatriz Abreu e Vera Rosa, da Agência Estado


BRASÍLIA - "O controle da inflação é uma política da qual não abdicaremos", disse hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele fez essa afirmação respondendo a uma pergunta, durante café da manhã com jornalistas, sobre a possibilidade de mudanças na política no caso de vitória da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, nas eleições presidenciais do próximo ano. "É difícil mudar o que está dando certo. Só se pode aperfeiçoar", comentou o presidente. "A Dilma tem juízo político e econômico. Não rasga nota", acrescentou.

Ele disse que a ministra Dilma está absolutamente inteirada das ações do governo, em todas as áreas, porque, afinal, "sempre esteve presente na coordenação do governo". "Para mim, inflação é uma coisa preciosa. Não é só o número um dessa política. Eu já convivi com inflação de 80%. Não abdicaremos do controle da inflação", disse Lula numa demonstração de que considera prioritário conter a alta dos preços.

A política adotada nos dois mandatos de Lula prevê o controle da inflação por meio da calibragem das taxas de juros. O Banco Central vem reduzindo a taxa selic nos últimos meses e, no mercado, há uma dúvida sobre em que momento será necessário retomar a alta dos juros para conter um eventual aumento da inflação decorrente dos chamados impulsos fiscais (gastos públicos) e aumento exacerbado do consumo.

Na conversa com jornalistas hoje, o presidente Lula traçou um panorama otimista para a economia. Disse que nas conversas com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, há a garantia de um crescimento "vigoroso" da economia em 2010. Ele não quis fazer previsões.

Estadão


BRASÍLIA - A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, apareceu, nesta segunda, 21, pela primeira vez, sem peruca, depois do tratamento de quimioterapia a que se submeteu para combater um câncer linfático. Ela participou da cerimônia de lançamento do Programa Nacional de Direitos Humanos 3, no Palácio do Itamaraty, acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista, a ministra disse que decidiu aparecer em público novamente com seu cabelo natural, no dia de hoje, porque achou que "já estava bom". Ela vinha usando peruca por causa da queda de cabelo causada pela quimioterapia. A ministra falou em entrevista que, antes, não dava para deixar de usar peruca, porque seu cabelo, depois do tratamento, ainda estava irregular, "cheio de buracos".

"Achei que já estava bom", disse a ministra, referindo-se ao fato de ter aparecido hoje com o cabelo natural. "Não dava para tirar (a peruca) lá em Copenhague", comentou, à 15ª conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas (COP 15), da qual participou na semana passada, na capital da Dinamarca.

Elogios de José Alencar

O vice-presidente da República, José Alencar, disse que achou bonito o novo visual da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Eu já passei por isso, também perdi o cabelo, mas agora está nascendo. Mas está bonito o cabelo dela. Está moderno", afirmou Alencar, ao deixar há pouco o Palácio do Itamaraty, onde também participou da cerimônia de lançamento do Programa Nacional de Direitos Humanos 3.

Com relação à candidatura da ministra para a Presidência da República, Alencar disse que há uma característica na pessoa da ministra que deve ser observada. "Ela é uma mulher braba. E nós sempre precisamos que à frente do governo esteja alguém com determinação, competência e história. E a Dilma possui tudo isso. Não é por acaso que o presidente Lula a escolheu como sua indicada", afirmou.

Sobre sua possível candidatura ao Senado, Alencar disse que só o fará se Deus deixar, referindo-se ao tratamento de câncer no abdome. "As coisas estão indo bem, o tumor está definhando. Significa que está secando, desaparecendo. Alguns médicos já falam para eu colocar o verbo no passado. Havia um câncer no José Alencar. Se Deus me curar, eu aceito disputar democraticamente", afirmou.

Discurso emocionado

Em discurso emocionado, há pouco, na solenidade que homenageou sua colega de luta revolucionária, Inês Etiene Romeu, com a entrega do prêmio Direitos Humanos 2009, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, destacou a importância da homenagem como "testemunho da generosidade, da coragem e da dignidade de uma geração". "Quem viveu aquele tempo em que palavra democracia era esquecida, quando não perversamente deturpada, compreende o sentido do resgate a conservação da memória do que ocorreu no país naquele período", disse Dilma, ao lembrar que foi companheira de Inês, de sonhos e lutas. "Naquela época a opressão deles (militares) e a nossa esperança foram companheiras cotidianas". Dilma lembrou também dos colegas torturados e mortos nas prisões da ditadura e destacou o sofrimento da amiga, que foi sequestrada e submetida à violência, em cárcere privado e beneficiada anos depois, com a Lei da Anistia.

"Inês, o Brasil te reconhece com este premio. Obrigada por tudo", disse Dilma, explicando que a emoção é maior porque o País vive hoje um novo momento de transformação social, política, econômica e sobretudo democrática, alcançados no governo Lula. "O Brasil, hoje, é um Brasil que o seu estado e os seus recursos estão realmente a serviço da maioria da população", destacou.



Estadão


Lula defende aumento de gastos e diz que não fará 'arrocho'

Presidente diz que funcionários estavam 'porcamente remunerados' e afirma que não faltará recursos para Copa

Beatriz Abreu e Vera Rosa, da Agência Estado


BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o aumento dos gastos públicos e disse que não promoverá um arrocho salarial.

"Não faremos arrocho salarial. A máquina pública estava desmantelada, destruída e atrofiada. Os funcionários públicos de alto escalão estavam porcamente remunerados", disse Lula em café da manhã com jornalistas.

A elevação da folha salarial é um dos pontos da política do governo criticada pela oposição. Os oposicionistas, como o PSDB, alertam para a dificuldade de equilíbrio das contas a partir de 2010 devido ao impacto da folha salarial e a baixa arrecadação tributária, provocada pelas desonerações praticadas pelo governo. "Nós vamos continuar contratando médicos, professores", afirmou.



Lula defendeu o endividamento da União e a medida que ampliou a margem de endividamento dos estados para que participassem do esforço do governo federal de estímulo à economia. Segundo ele, havia uma capacidade de endividamento que foi utilizada. "A dívida pública está bem controlada e a perspectiva de crescimento da economia é a melhor possível", disse.

O presidente insistiu que a economia vai crescer "de forma vigorosa" em 2010 e, dirigindo-se aos jornalistas, comentou: "Vocês terão um ano estupendo".

Recursos para a Copa

Lula afirmou que o governo tem dinheiro suficiente para bancar os investimentos necessários para a realização da Copa, em 2014. "Não vamos ter problema de dinheiro. Todos os aeroportos que precisarem de obras terão suas obras, e isso vale para os metrôs e todas as obras necessárias para a realização da Copa", disse Lula.

Segundo ele, o governo não deixará passar a oportunidade de "mostrar a cara do Brasil". "Não teremos problemas de investimentos", afirmou.



Estadão


Lula diz não acreditar em dobradinha Serra-Aécio para 2010

'Eu não sei se dois Coutinhos, dois Tostões... se saem bem no mesmo time', disse o presidente.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira não apostar que o PSDB consiga unir os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) em uma mesma chapa à Presidência no ano que vem.

Aécio abriu mão da pré-candidatura na semana passada. Em privado, diz querer lançar-se ao Senado, apesar dos apelos da cúpula tucana para que dispute a vice, tendo Serra na cabeça de chapa. Para o partido, uma dobradinha seria fundamental à eventual vitória da oposição.

"Eu não sei se dois Coutinhos, dois Tostões... se saem bem no mesmo time", disse o presidente em um café da manhã com os jornalistas que cobrem o Planalto.

A frase faz alusão aos craques do futebol. O presidente informou que ainda não conversou com o governador de Minas após a decisão, mas irá procurá-lo ao final das festas de natal e ano-novo.

Lula indicou a razão de querer uma disputa plebiscitária entre Serra e sua pré-candidata, ministra Dilma Rousseff: fica mais fácil transferir votos numa disputa polarizada.

É exatamente por conta dessa lógica que não descarta conversar com seu aliado, deputado Ciro Gomes (PSB), a quem desfilou uma série de elogios nesta manhã. Ciro é pré-candidato à Presidência e, ao que consta nas pesquisas, tem ajudado Dilma tirando votos do tucano paulista.

"Se eu perceber que o momento político não comporta dois candidatos da base, eu vou discutir com ele."

Houve recado também ao PT de São Paulo. Nas palavras do presidente, o PT "precisa procurar seu José de Alencar", em referência a 2002, quando escolheu seu vice no setor empresarial para ganhar a diferença de votos --em geral os mais conservadores-- necessária para vencer as eleições daquele ano.

Segundo ele, a sigla sempre procura no Estado aliados no espectro político de sempre: a esquerda.

"É a soma do zero com o zero", resumiu.

O conselho poderia facilmente ser estendido a Estados onde o PT impõe dificuldades a uma aliança local com PMDB --imprescindível à formação do consórcio nacional que tenta empreender.

Lula elogiou o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP). Disse tratar-se de um bom companheiro, mas não fez o gesto esperado por Temer de rever a defesa feita alguns dias atrás de uma lista tríplice para escolha do vice na chapa de Dilma. O peemedebista é o principal cotado ao posto dentro do partido, e não gostou nada do comentário de Lula sobre a inclusão de novos nomes.

Uma coisa é certa, argumentou o presidente, a vaga de vice tem mesmo de ficar com o PMDB.

CLIMA

Após o fracasso das negociações sobre clima, em Copenhague, Lula afirmou que o encontro do México, em 2010, pode chegar a bom termo.

Afirmou, ainda, não ter aceitado na Dinamarca a proposta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de monitorar as ações dos países contra o aquecimento global nos moldes da fiscalização empreendida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Questionado se está havendo uma inflexão nas relações entre Brasil e EUA --sobretudo após a crise política em Honduras-- o presidente disse que ainda reserva boas expectativas em relação ao colega e que, igualmente, acredita que ele fará uma boa administração.

"Sou um otimista", garantiu.

(Edição de Carmen Munari)


Estadão



Percebem que Lulla diz e ela vai atrás. Ela não é ninguém. Não sabe nada, nem falar em público. É um fracosso total
Essa é mais uma megalomania do presidente Lulla¹³ em achar que sua popularidade pode eleger até um poste.
É o caso de Dilma. Ela é somente um poste e sem Lulla ela nem existe. O pior é que ela sabe disso. Só para manter a quadrilha no poder.
É isso que nós somos!
Só instrumento de poder.
Não há democracia, mas sim a ditadura da maioria de "miolo mole" brasileira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário