quarta-feira, 21 de abril de 2010

50 ANOS DE CORRUPÇÃO

A COMPRA DO NAeL MINAS GERAIS GOVERNO JK


Brasil já vai a guerra, comprou um porta-avioes
um viva pra inglaterra de oitenta e dois bilhões
ahhhh! mas que ladrões
comenta o zé povinho,
governo varonil,
coitado coitadinho,
do banco do brasil
há há, quase faliu.
a classe proletária
na certa comeria
com a verba gasta diaria
em tal quinquilharia
sem serventia.
alguns bons idiotas,
aplaudem a medida,
e o povo sem comida,
escuta as tais lorotas
dos patriotas.
porém há uma peninha
de quem é o porta avião
é meu diz a marinha,
é meu diz a aviação
ahhhh! revolução!
Brasil, terra adorada
comprou um porta aviões
oitenta e dois bilhões
Brasil, oh pátria amada,
que palhaçada.


-A música de Juca Chaves denunciava a corrupção do governo.


A UDN feito o PSDB de hoje NA ÉPOCA SOMENTE DENUNCIAVA
MAS GALHARDAMENTE PARTICIPAVA DAS FALCATRUAS, NADA DIFERENTE DO QUE ACONTECE HOJE.
A falta de pagamento da contribuição da União e a sonegação por parte dos empregadores do setor privado (por exemplo, estima-se que em 1956 as contribuições não-recolhidas aos IAPs foram da ordem de Cr$ 10 bilhões ou R$ 1,173 bilhão de junho de 1998) foram fatores determinantes na frustração das previsões atuariais para o funcionamento equilibrado do sistema de previdência social. Até 1944, a taxa de contribuição em vigor no IAP dos industriários (IAPI, principal instituto de aposentadorias e pensões) era de 3% sobre o salário. A partir de 1945, passou a 5%, chegando a 6%, em 1950 e a 8% em 1959.
Investimentos do IAPI em Empresas de Economia Mista — 1954 (Em R$ de Junho de 1998)
Siderúrgica Nacional 36.932.334,79
Cia. Vale do Rio Doce 1.429.638,77
Cia. Instituto Resseguros 782.131,54
Cia. Hidroelétrica de São Francisco 3.574.096,91
Bônus do Banco do Brasil 1.477.531,66
Recolhimento para Tomada de Bônus do Banco do Brasil 16.910.966,31


INVESTIMENTOS NA CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA
Investimentos pelos IAPs em Brasília (total acumulado até 31/12/65)


(Em R$ de Junho de 1998)


Total de INVESTIMENTOS EM Terrenos, Obras DE INFRAESTRUTURA E Construções


IAPI 59.535.440,41


IAPC 48.030.193,08


IAPB 46.168.307,61


IAPFESP 13.164.506,75


IAPM 13.774.840,88


IAPETC 8.286.125,66


TOTAL 188.959.414,40
ZERADA A DÍVIDA COM CANETAÇO EM 1966 COM A UNIÃO, OS FUNDOS DE PENSÕES transformaram no INPS.
Para realizar tantos investimentos, o governo de JK realizou pesadas emissões de papel moeda e abriu nossa economia para o capital estrangeiro. Com essas duas medidas, as divisas geradas pelas multinacionais instaladas no Brasil eram desviadas para seu país de origem e a emissão de moeda iniciou uma grade desvalorização monetária e a conseqüente inflação.
Brasília era construída com emissão de dinheiro, roubo na previdênciae endivida mento dos fundos de pensão e NUNCA com recursos próprios da União.
GETÚLIO VARGAS ROUBOU os fundos de pensões mas DEU A CLT PARA OS BOBOS, O GRANDE TRUNFO DELA ERA A ESTABILIDADE
JK ROUBOU PARA FAZER BRASÍLIA DESTRUINDO OS FUNDOS DE PENSÕES.
DEPOIS O GOVERNO MILITAR COM UM CANETAÇO IGNOROU A DÍVIDA DA UNIÃO COM OS FUNDOS DE PENSÕES.
EM 1968 INVENTARAM O FUNDO DE GARANTIA E ACABARAM COM ESTABILIDADE, MENOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS
EM 1988 ACABARAM COM O DESCONTO EM DOBRO DA PREVIDÊNCIA, MAS NÃO DEVOLVERAM AOS TRABALHADORES AS CONTRIBUIÇÕES, TIRARAM O SALÁRIO MÍNIMO COMO REFERÊNCIA E LIMITARAM A PREVIDÊNCIA EM 10 SALÁRIOS REFERÊNCIA.
EM 1998 RETIRAVAM DA PREVIDÊNCIA O SUPERÁVIT PRIMÁRIO
EM 2002 COMEÇARAM OS ROUBOS COM A DRU E O FAT E O AUXILIO DESEMPREGO.
EM 2003 AS PENSÕES COMEÇARAM A SER CORRIGIDAS ABAIXO DO INPC.
MUDARAM A COSNTITUIÇÃO PARA OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DE MENORES EXPRESSÃO CHAMANDO-OS DE SELETISTAS.


A UDN E O PDS ESTÃO VIVOS HOJE EM DIA ELES SE CHAMAM PT, PMDB E PSDB.
DIVIDIDOS, DIVIDINDO E UNIDOS NAS FALCATRUAS.
ISSO É HISTÓRIA ESTÁ NA NET PARA QUEM QUISER PESQUISAR FONTES,
OS TRABALHADORES NÃO LERAM, NÃO SABEM, E NÃO SE IMPORTAM.


OS GOVERNOS DE GETÚLIO, JK, COLLOR, SARNEY, FHC, ITAMAR E LULA TODOS FORAM OU SÃO CORRUPTOS.
SOBRE O GOVERNO MILITAR A CORRUPÇÃO SE ENRAIGOU NAS ESTATAIS QUE ELES CRIARAM, PARA CABIDES DE EMPREGO DA MILICADA.
ALGUNS CHAMAM DE GOLPE DA DIREITA, MAS FOI O CAMINHO MAIS CÉLERE PARA A ESQUERDIZAÇÃO QUE ELES PRÓPRIOS TINHAM MEDO E ACABARAM FAZENDO A CARTILHA DE MARX À RISCA.
EU SÓ QUERO SABER ONDE FICA O PAVIO PRA RISCAR O FÓSFORO E MANDAR TODA ESTA MERDA DE GOVERNO PELOS ARES!!!!!!
ONDE ESTÁ A BENDITA DA PONTA DO PAVIO?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Mais 4 anos de esquerda...


José Serra tem 68 anos, é paulista, filho único de imigrantes italianos, o pai vendedor de frutas no Mercado Público, foi criado numa vila operária da Moóca, em uma pequena casa quarto e sala, geminada com outras 24, em São Paulo.

Dilma Rousseff tem 62 anos, é mineira, filha de um imigrante búlgaro, rico empreiteiro e dono de construtora, proprietário de dezenas de imóveis em Belo Horizonte; foi criada em um grande e espaçoso apartamento em Belo Horizonte.

Quando Serra tinha 11 anos, sua família mudou para outra pequena casa, na Vila Bertioga, então "periferia" de São Paulo (o bairro não tinha luz na rua, calçamento e rede de esgotos). Ajudava seu pai no mercado e, no científico (Ensino Médio) já dava aulas particulares de matemática para se manter.

Imóvel não era problema para a rica família Rousseff, que passava férias no Rio. Um dos espaçosos apartamentos foi cedido para Dilma utilizar, exclusivamente, como esconderijo seguro para os grupos terroristas dos quais participava, que pouco tempo depois viriam a praticar atentados, roubar e seqüestrar.

Aluno de escola pública, Serra conseguiu entrar da Escola Politécnica de Engenharia, e, no início dos anos sessenta, vinculado à política estudantil, foi presidente da União Estadual de Estudantes, de São Paulo, e da União Nacional dos Estudantes, com apoio da Juventude Católica. Democrata, sempre usou o palanque e a tribuna como armas.

Dilma, por sua vez, neste mesmo período, fazia política estudantil nas escolas mais burguesas de Belo Horizonte. Em 1963, ingressou no curso Clássico e passou a comandar uma célula política em uma das mais tradicionais escolas da cidade, onde conheceu futuros companheiros de guerrilha, como o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.

Durante o Regime Militar de 1964, Serra exilou-se na Bolívia e, posteriormente, na França, retornando ao Brasil em 1965, na clandestinidade. Ainda neste ano, foi para o Chile, onde ficou durante oito anos. Com a queda de Allende, foi preso no Estádio Nacional, mas conseguiu sair e rumou para a Itália e, depois, para os Estados Unidos. Teve uma vida extremamente produtiva no exílio, onde adquiriu sólida formação acadêmica, atuando como professor e consultor.

Em 1964, Dilma começou a conviver com terroristas de esquerda, iniciando a sua carreira como militante na luta armada. Neste período ingressou na POLOP, Política Operária, onde militou até ingressar na universidade.

Em 1967, Serra casou-se com a bailarina chilena, depois psicóloga, Mônica Allende, com quem tem dois filhos e três netos e continua até hoje casado.

Dilma também se casou em 1967, com o terrorista e guerrilheiro Cláudio Galeno de Magalhães Linhares ("Aurélio", "Lobato"). Quando o primeiro marido a deixou, para ir cumprir missões guerrilheiras em outros países, seqüestrando um avião no Uruguai, por exemplo, teve um segundo casamento com Carlos Franklin Araújo, com quem teve uma filha. Desde 2000, não está casada.

Serra interrompeu a sua formação acadêmica em função do exílio, que impediu que seguisse a carreira de Engenheiro. No entanto, no Chile, fez um mestrado em Economia e foi professor de Matemática na CEPAL. Posteriormente, nos Estados Unidos, fez mais um Mestrado e um Doutorado na prestigiada Universidade de Cornell.Trabalhou dois anos em Princeton, um dos templos do conhecimento mundial. Tem uma das mais sólidas formações na área no Brasil.

Dilma ingressou em 1967 na faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Ali participou da criação do sanguinário grupo COLINA, Comando de Libertação Nacional. Posteriormente, participou ativamente da fusão entre a COLINA e a VPR, Vanguarda Popular Revolucionária, quando surgiu a violenta VAR-P, Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, responsável por dezenas de crimes contra civis e militares.

Serra permaneceu 13 anos longe do Brasil. Retornou em 1977, dois anos antes da Lei da Anistia, sendo um dos únicos que voltou sem nenhuma garantia de liberdade e ainda com os direitos políticos cassados, correndo o risco de ser preso.

Enquanto isso, Dilma estava na clandestinidade, participando de ações armadas, recebendo treinamento para guerrilha no exterior, ministrado por organizações comunistas internacionais. Aprendeu a usar o fuzil com maestria, especialmente na atividade de montá-lo e desmontá-lo no escuro. Foi presa em 1970, permanecendo nesta condição até 1973.

Em 1978, Serra iniciou a sua carreira política, que este ano completa 32 anos. Teve sua candidatura a deputado impugnada, sob a alegação de que ainda estava com os direitos políticos suspensos. Foi admitido como pesquisaddor do Cebrap, editorialista da Folha de São Paulo e professor de Economia na UNICAMP, onde ficou.

Em 1973, Dilma Rousseff retomou o curso de Economia na UFRGS, no Rio Grande do Sul, onde estava preso seu segundo marido, Carlos Araújo. Ingressou, junto com o marido, no PDT e recebeu um cargo de estagiária na Fundação de Economia e Estatística, em 1977. Em 1978, Dilma Rousseff começou a fazer as disciplinas do mestrado na UNICAMP e, depois, sem apresentar a dissertação, as cadeiras do doutorado. Jamais concluiu qualquer um deles. Durante anos, o seu currículo oficial , em sites oficiais, mentiu que ela tinha concluído os dois cursos quando, na verdade, mal cursou os créditos, que representa quando muito 10% de um título acadêmico strictu sensu.

Em 1983, Serra iniciou, efetivamente, a sua carreira como gestor, assumindo a Secretária de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo. Braço direito do governador Montoro, arrumou as finanças do Estado, organizou os investimentos e deu força à Educação e à Saúde.

Em 1985, Dilma assumiu a Secretaria Municipal da Fazenda, em Porto Alegre, no governo do pedetista Alceu Collares, com quem tem uma dívida de gratidão. Hoje Collares é conselheiro de Itaipu, recebendo um gordo salário e jetons.

Em 1986, Serra foi eleito deputado constituinte, dos mais votados do Estado. Foi o deputado que aprovou a maior proporção de emendas na Constituinte: apresentou 208 e aprovou 130, uma delas criando o FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador. Liderou toda a reformulação orçamentária e de planejamento do país, no período, que começaram a estruturar as finanças brasileiras, preparando-as para o futuro Plano Real.

Dilma saiu da Secretaria da Fazenda de Porto Alegre em 1988, sendo substituída pelo hoje blogueiro Políbio Braga, que afirma: "ela não deixou sequer um relatório, e a secretaria era um caos."

Serra foi um dos fundadores do PSDB, em 1988. Foi derrotado por Luiz Erundina, do PT, nas eleições para prefeito de São Paulo. Em 1990, foi reeleito deputado federal com a maior votação em São Paulo e a segunda do Brasil.

Em 1989, Dilma foi nomeada Diretora-Geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, na cota do marido no PDT. Alguns meses depois foi demitida, pois não obedecia a horários e faltava a todas as reuniões, segundo Valdir Fraga, o presidente da Casa, à época.

Em 1994, Serra foi um dos grandes apoiadores do Plano Real, mesmo com idéias próprias que o indispuseram, por exemplo, com Ciro Gomes. Neste ano, foi eleito senador por São Paulo, com mais de seis milhões de votos. Em seguida, assumiu o Ministério do Planejamento.

Em 1995, Dilma Rousseff voltou para a FEE, mas como funcionária, já que o PDT havia perdido a eleição. Ali editou uma revista de indicadores econômicos, enquanto tentava acertar o seu “doutorado” na UNICAMP.

Em 1998, José Serra assumiu o Ministério da Saúde. Criou os Genéricos, implantou em todo o Brasil o Programa de Saúde da Família, fez os mutirões e o Programa de Combate a AIDS. Criou a ANS e ANVISA. Foi considerado, internacionalmente, como uma referência mundial em gestão na área.

Em 1998, na cota do PDT, Dilma é presenteada com a Secretaria de Minas e Energia, no governo petista de Olívio Dutra, eleito governador gaúcho. Vendo que o partido de Brizola estava decadente, largou o trabalhismo e ingressou no PT, em 2001.

Em 2002, Serra candidatou-se à Presidência, sendo derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.

Em 2002, Dilma foi nomeada ministra das Minas e Energia do governo Lula, puxando o tapete de Luiz Pinguelli Rosa, mestre em Engenharia Nuclear e doutor em Física, que coordenava o grupo de transição.

Em 2004, Serra elegeu-se Prefeito de São Paulo.

Em junho de 2005, Dilma assumiu o lugar de José Dirceu, o chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão, sendo saudada por ele como “companheira de armas e de lutas”, em memória aos tempos da guerrilha.

Em 2006, Serra elegeu-se Governador de São Paulo, cargo que exerceu até o último dia 31 de março de 2010. É o candidato natural da oposição à Presidência da República.

De 2006 para cá, Dilma vem sendo imposta e empurrada goela abaixo por Lula como a candidata biônica do PT à presidência da república. No dia 20 de fevereiro de 2010, foi ungida, sem nunca ter conquistado um só cargo público pelo voto ou por concurso, a candidata da situação à sucessão de Lula.




Coturno Noturno

O direito à propriedade - capítulo 2


“Nós temos que chegar a um outro padrão civilizatório. Protestar, sim. Direito de manifestação, sim. Direito de reunião, sim. Mas sem violência”.
“Mas estou dizendo que nós não devemos tolerar violência. O direito de propriedade deve ser respeitado.”



Gilmar Mendes, Predidente do STF e CNJ

Durante a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para debater a modernização do poder Judiciário brasileiro.

O direito à propriedade


“Nós estamos há 13 anos a mercê do crime anunciado. Eu nunca vi um traficante anunciar que vai fazer um abril vermelho do tráfico de drogas. Eu nunca vi um traficante de animais anunciar que vai fazer um mês de tráfico no país. O crime organizado anda na escuridão. Mas, no campo brasileiro, estamos vendo o crime organizado ser implementado, aumentado e fortalecido sob as vestes do movimento social. Gostaria que o senhor (Gilmar Mendes) pudesse colaborar com o Brasil para criar um plano nacional de combate à invasão de terra.”



Katia Abreu, Senadora da República (DEM).

Na sessão da CCJ, hoje quando da exposição do biênio de Gilmar Mendes no STF

terça-feira, 13 de abril de 2010

O perigo da 'grande marcha'... a ré


O GLOBO - 13/04/10

Vivemos um momento delicado para a democracia

Lula é um reality show permanente. Lula está em "fremente lua de mel consigo mesmo", como dizia N. Rodrigues.
Mas, em sua viagem narcisista, começam os sintomas do erro. A sensatez do velho sindicalista virou deslumbramento. Um dia, abraça o Collor, no outro está com o Hamas e o Irã.
Freud (não o Freud Godoy dos "aloprados"...) tem um trabalho clássico, "O fracasso após o triunfo", no qual mostra que há indivíduos que lutam e vencem, e, depois da vitória, se destroem, porque muitos carregam no inconsciente complexos inibidores do pleno sucesso.
Quanto mais medíocre é o dirigente, mais ele despreza a inteligência e a cultura, e se transforma numa ilha cercada de medíocres.
Será que foi por isso que Lula escolheu uma senhora sem tempero, uma gaffeuse sem prática, com "olhos de vingança", como me disse um taxista? Parece um sintoma.
A grande ironia é que Lula foi reeleito por FH.
Sem o Plano Real, o governo Lula seria o pior desastre de nossa História. E, ajudado também pela economia mundial em bonança compradora, ele hoje diz que é responsável pelos bons índices econômicos que o governo anterior organizou.
E não cai um raio do céu em cima...
Afinal, o que fez o governo Lula, além de se aproveitar do que chamava de "herança maldita", além do Bolsa Família expandido e dos shows de TV? Os primeiros dois anos foram gastos no assembleísmo vacilante dos "Conselhos" que ele nunca ouviu, depois a briga com a gangue dos quatro do PT, expulsos. Depois, a aventura da quadrilha de corruptos "revolucionários" que Roberto Jefferson desbaratou — para sua e nossa sorte —, livrando-o do Dirceu e de seus comunas mais ativos. Aí, Lula pôde voltar a seu populismo personalista.
Lula continua o símbolo do "povo" que chegou ao poder, mascote dos desvalidos e símbolo sexual da Academia. Lula descobriu que a economia anda sozinha, que basta imitar o Jânio Quadros, o inventor da "política do espetáculo", e propagar aos berros o tal PAC, esse plano virtual dos palanques.
Lula tem a aura sagrada, "cristã" do mito de operário ignorante e, por isso, intocável.
Poucos têm coragem de desmentir esse dogma, como a virgindade de Nossa Senhora...
Por isso, vivemos um importante momento histórico, que pode marcar o Brasil por muitos anos. Agora, com as eleições, vai explodir a guerra com o sindicalismo enquistado no Estado: 200 mil contratados com a voracidade militante de uma porcada magra que não quer largar o batatal.
Para isso, topam tudo: calúnias, números mentirosos, alianças com a direita mais maléfica, tudo para manter o terrível "patrimonialismo de Estado". Não esqueçamos que o PT combateu o Plano Real até no STF, como fez com a Lei de Responsabilidade Fiscal, assim como não assinou a Constituição de 88. Este é o PT que quer ficar na era pós-Lula. Seu lema parece ser: "Em vez de burgueses reacionários mamando na viúva, nós, do povo, nela mamaremos".
Os "companheiros" trabalham sincronizados como um formigueiro. O sujeito pode até bater na mãe que continua "companheiro". Só deixa de sê-lo se criticar o partido, como o Paulo Venceslau, que ousou denunciar roubos nas prefeituras, que depois se confirmaram na tragédia de Celso Daniel.
FH resumiu bem: se continuar o "lulismo" com sua tarefeira Dilma, "sobrará um subperonismo contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão".
Ou seja, o velho Brasil volta a seu pior formato tradicional, renascendo como rabo de lagarto. O país tem um movimento "regressista" natural, uma vocação populista automática.
Será o início da grande marcha a ré...
Com a eventual vitória do programa do PT, teremos a reestatização da economia, o inchamento maior ainda da máquina pública, a destruição das Agências Reguladoras, da Lei de Responsabilidade Fiscal, em busca de um getulismo tardio, uma visão do Estado como centro de tudo, com desprezo pelas reformas, horror pela administração e amor aos mecanismos de "controle" da sociedade, essa "massa atrasada" inferior aos "revolucionários". A esquerda psicótica continua fixada na ideia de "unidade", de "centro", de Estado-pai, de apagamento de diferenças, ignorando a intrincada sociedade com bilhões de desejos e contradições.
A tarefa principal da campanha de Serra será explicar qual é o "pensamento tucano". Como ensinar a população ignorante que só um choque democrático e empresarial pode enxugar a máquina podre das oligarquias enquistadas no Estado? Como explicar um programa de "mudanças possíveis" na infraestrutura e na educação, contraposto a este marketing salvacionista de Lula? Este é o desafio da campanha do PSDB.
Aécio Neves fez bem em se indignar com a demagogia de Dilma no túmulo de Tancredo — ele nos lembrou que o PT não apenas não apoiou Tancredo em 85 como expulsou seus três deputados que votaram nas eleições pela democracia.
A maior realização deste governo foi a desmontagem da Razão. Podemos decifrar, analisar, comprovar crimes ou roubos, mas nada acontece. Ninguém tem palavras para exprimir indignação, ou melhor, ninguém tem mais indignação para exprimir em palavras.
Aécio Neves devia ir além e ser vice, sim. Seria um gesto histórico que lhe daria riquíssimos frutos, para além do interesse pessoal de uma política imediata. Aécio ganharia uma rara grandeza na Historia do país. Seu avô aprovaria.
Só uma alternância de poder, fundamental na democracia, pode desfazer a sinistra política que topa tudo pelo poder e que planeja, com descaro, transformar-se numa espécie do PRI mexicano, que ficou 70 anos no poder, desde 1929. Durante o poder do PRI, as eleições eram uma simulação de aparente democracia, incluindo repressão e violência contra os eleitores. Em 1990, o escritor peruano Mario Vargas Llosa chamou o governo mexicano, sob o PRI, de uma "ditadura perfeita". Será que isso nos espera?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

PNDH 3: As origens


Muito me impressiona , portanto, que se lance, no Brasil , um Plano Nacional de Direitos Humanos, inspirado nas idéias de alguns amigos de Fildel Castro que, para além de permanecerem fiéis e orgulhosos desta amizade, a ponto de se acotovelarem a cada oportunidade de serem ao lado dele fotografados, calam -se , inexplicavelmente, ante as contínuas violações a tais direitos perpetradas em Cuba, assim como na Venezuela de Chávez e no Irã de Ahmadinejad, dois outros amigos preferenciais do presidente Lula, nos últimos tempos. Estou convencido de que, se o presidente Lula tivesse mantido sua independência e postura de magistrado assumida nos primeiros seis anos de presidência, seria hoje o nome mais cotado para o Prêmio Nobel da Paz. A desfiguração de sua imagem deveu-se, desde o episódio de Honduras, à defesa intransigente de ditadores como Castro.



Ives Gandra Martins, professor de Direito
Leia o artigo "Fidel Paredón Castro" na íntegra, AQUI

sábado, 10 de abril de 2010

ÍNTEGRA DO DISCURSO EM QUE SERRA ADMITE QUE SERÁ CANDIDATO À PRESIDÊNCIA

ÍNTEGRA DO DISCURSO EM QUE SERRA ADMITE QUE SERÁ CANDIDATO À PRESIDÊNCIA

O discurso do candidato


"Democracia e Estado de Direito são valores universais, permanentes, insubstituíveis e inegociáveis. Mas não são únicos. Honestidade, verdade, caráter, honra, coragem, coerência, brio profissional, perseverança são essenciais ao exercício da política e do Poder. É nisso que eu acredito e é assim que eu ajo e continuarei agindo. Este é o momento de falar claro, para que ninguém se engane sobre as minhas crenças e valores. É com base neles que também reafirmo: o Brasil, meus amigos e amigas, pode mais."


José Serra, em seu discurso de lançamento da candidatura para presidente da República, em Brasília, hoje. Na íntegra AQUI.