sábado, 9 de junho de 2018

O pior de nossos medos,

Pois,
O medo nos deprime.
Hoje no cotidiano nosso medos se afloram.
Medo de sair de casa.
Medo de pegar o coletivo.
Medo de bater as asas.
Medo de ser ativo.
Medo de ir ao trabalho.
Medo de ir à escola.
Medo de pegar o atalho.
Medo de jogar bola.
Medo de ser roubado.
Medo de ser estuprada.
Medo de ser ousado. 
Medo de ter namorada.
Medo de ir ao banco.
Medo de não receber.
Medo de ser branco.
Medo de não entender.
Medo de não voltar.
Medo de dirigir.
Medo de se afastar.
Medo de não conseguir.

A depressão do medo e o medo da depressão.
Prisioneiros do medo, 
casas protegidas, 
Eletrônicas cercas cedo,
Por opção são erguidas.
Pior que o medo sentido,
É o ódio em progresso,
sentido no processo, 
de não poder destruir nosso congresso.
Procura-se PRESIDENTE,
Que não seja salvador
Mas que tenha sempre em mente,
À pátria por  amor.

Não são versos, não são os  medos.
São as adversões que nos afligem.
O ÓDIO coletivo
Nunca se farta,
Continua sempre ativo, 
Até que nos mata.
Grades nas entranhas,
São construídas,
Somos gente estranhas,
Em nossas guaridas.

Escravos da cor, da raça, da comédia, da opção sexual,
Onde tudo é preconceito.
Torna-nos nulos sem condição moral,
De entender o conceito.
Ama com fé é orgulho a terra em que nascestes, (Bilac)
Criança jamais verás um país como este.
Porque morreu sem que soubestes!


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