domingo, 14 de fevereiro de 2010

Poucas Palavras.

A mão que acaricia é a mesma mão que violenta, vice-versa.
Pois nosso grande jurista que concedeu hábeas-corpus a Salvatore Cacciola, a Anisio Abraão, até mesmo para o famoso Turcão, não concedeu ao Arrudão.
Essa é a escola jurídica brasileira com um peso e várias medidas.
Nada contra sua excelência que julga conforme a época e repercussão dos fatos.
Arrudão é boi de piranha dos próximos meses de travessia política brasileira.
Quando vejo os meios jornalísticos comentando que Arrudão ia passar o carnaval na cadeia, não posso esquecer-me que eu também passo esse emblemático problema, trancafiado dentro de minha casa.
Se carnaval fosse cultura, eu deixaria meus filhos estudarem nas escolas de Samba, onde a Petrobrás investe mais dinares que em escolas públicas, ou hospitais.

Enquanto metade do país para 5 dias, assistindo e participando deste grande evento cultural em alguns estados são 10 dias, outros 20 e há ainda o carnaval de inverno por vir.
Porvir é um trauma em nossa pátria deitada em berço explêndido.

Pelo menos desde sexta-feira a mídia parou de falar de traficantes, invasões de favelas, sequestros, corrupção, isso tudo são manchetes de quinta-feira que vem, onde teremos o saldo cultural brasileiro.
Sábado no desfile dos campeões, esquece-se tudo.

O Brasil do recesso que iniciou-se em metade de dezembro finalmente começa a trabalhar na segunda feira, após o carnaval.
Faltam 120 dias para a copa do mundo de futebol, depois julho e o pequeno recesso de férias de inverno, depois recesso para as eleições de outubro, segundo turno, recesso de dezembro, natal, ano-novo.
Finalmente em metade de fevereiro de 2011 começaremos uma nova jornada.
Vivas a democracia, a liberdade, a cultura e educação brasileira.
Ganha-se migalhas, paga-se muito para um governo que nada produz e trabalha pouco.
Até quando?

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