sexta-feira, 6 de maio de 2016

Ao doutor Décio Martins Costa Junior

Pois,
Não que devamos ser eternos, mas há pessoas que não mereciam jamais ficarem doentes ou perecerem neste mundo.
Ontem o Grêmio perdeu seu jogo pela Libertadores.
Hoje pela manhã, lembrei de um amigo renomado, e gremista de carteirinha, muito diferente de mim, que sou um gremista assistente.
Não me saía da cabeça telefonar-lhe para ouvir sua opinião importante.
Abri minha caderneta de contatos, e lá estava seu nome e seu telefone.
Somente deuses sabem do valor que dou a esse ilustre nefrologista pediátrico, que tantas vezes se locomoveu para tratar de meu filho, inclusive saindo de seu local preferido no balneário de Torres, para atendê-lo quando ele teve meningite bacteriana, e internado estava no antigo hospital da criança Santo Antônio em Porto Alegre.
DÉCIO MARTINS COSTA JUNIOR, não era simplesmente um pediatra, era catedrático da profissão, era diletante, tanto que doava sua remuneração de professor ao hospital que trabalhava.
Seu pai já dera na mesma atividade seu nome a um colégio estadual no Bairro Sarandi desta cidade.
Ao dar esse telefonema descobri que ele estava doente, acamado depois de um AVC. A tristeza é muito grande é avassaladora.
Sei que muitos dirão que isso é da materialidade de viver-se, mas fico indignado que tantas lamas ruins nesse inferno terrestre permaneçam tanto tempo entre nós, e terras férteis tenham de ser recicladas.
Estou na idade do crachá, dos muitos amigos, colegas de serviço e aventuras, poderia passar-lhes sem percebê-los, mas jamais por esse homem de galhardia e moral impoluta.
Deixo-lhe aqui minha homenagem e estimo-lhe melhoras dentre as possíveis.


  Sinceramente de um pai agraciado por sua bela atividade no exercício da medicina infantil.
Obrigado

Um comentário:

  1. Faço minhas suas palavras a respeito do esmero do Dr. Décio como pediatra. Minha filha teve o privilégio de ser paciente dele. E hoje chorei ao saber que ele faleceu... Estou muito triste.

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