quinta-feira, 8 de outubro de 2009

MST: Apoio da CNBB


As imagens expostas no vídeo invadem os lares dos brasileiros há três dias, levadas pela televisão.

As cenas expõem algo que já se tornou corriqueiro: a pretexto de defender o direito à terra, o MST rasga as leis.

A destriuição dos pés de laranja da empresa Cutrale obteve reprovação instantânea.

Até o governo Lula e o petismo, tradicionalmente lenientes com o MST, levaram o pé atrás.

Eternos rivais, os ministros Reinhold Stephanes (Agricultura) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), soaram em timbre assemelhado.

Para Stephanes, a derrubada das laranjeiras é “caso de polícia, intolerável”. Para Cassel, a ação foi "grotesca".

“O MST não é o PT”, discursou, do plenário da Câmara, o líder Candido Vaccarezza, do PT.

Pois bem. Em meio à onda de censura, a CPT (Comissão Pastoral da Terra) decidiu associar-se ao vandalismo.

Braço agrário da CNBB, a entidade levou à web uma nota com o seguinte título: “Mais uma vez mídia e ruralistas investem contra o MST”.

O texto diz que a invasão à fazenda, cuja propriedade é discutida numa ação judicial, ocorreu em 28 de setembro.

Sustenta a versão de que os meios de comunicação levaram o fato ao microondas, requentando-o. Para quê?

Para oferecer munição aos defensores da instalação de uma CPI contra o MST no Congresso.

Antecipando-se ao Judiciário, a CPT abraça a tese de que a Cutrale grilou as terras. E anota:

“O MST destruiu dois hectares de laranjeiras para neles plantar alimentos básicos...”

“...A ação tinha por objetivo chamar a atenção para o fato de uma terra pública ter sido grilada por uma grande empresa...”

“...E pressionar o judiciário, já que, há anos, o Incra entrou com ação para ser imitido na posse destas terras que são da União”.

Ora, se o objetivo era o de “chamar a atenção”, por que diabos a Igreja reclama do destaque que a mídia dispensa ao episódio?

Por ordem da Justiça, o MST teve de deixar a fazenda. Fica no município de Boberi (SP). Dá emprego a 300 trabalhadores.

Verificou-se que, além de derrubar pés de laranjas, os invasores esvaziaram um depósito de óleo diesel...

...Destruíram máquinas e saquearam residências de trabalhadores. Levaram mantimentos, eletrodomésticos e peças como chuveiros e torneiras.

A despeito de tudo, não há na nota da CPT uma mísera palavra que possa ser lida como ressalva ao MST.

Ao contrário. Para reforçar a aliança com o ilegal, a entidade católica pendurou no seu sítio eletrônico um artigo assinado por Gilmar Mauro, um dos mandachuvas do MST.

O texto termina assim: “É nas crises, é nos conflitos que se diferenciam homens de ratos, ou laranjas de homens”.

São palavras perigosas. Evocam imagens que costumam ser associadas a entidades que se converteram em “laranjas” do MST.

Ou, por outra, viraram ratoeiras atípicas. Armadas com o queijo da Viúva, recebem o assédio dos roedores do movimento sem desarmar jamais.

Em cinco anos, serviram-se cerca de R$ 115 milhões. Nacos dessa verba financiam ações como a tratoragem do laranjal.




Escrito por Josias de Souza
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